A ex-concorrente de reality shows Bernardina Brito revelou recentemente ter sido lesada pelo seu antigo gestor de redes sociais, que terá desviado valores significativos provenientes de parcerias comerciais no Instagram. Embora não tenham sido divulgados valores exatos, é possível estimar o impacto financeiro com base no mercado de influenciadores em Portugal.
Com cerca de 100 mil seguidores nas redes sociais, Bernardina poderia facilmente cobrar entre 300€ a 800€ por publicação patrocinada — valores típicos para perfis com essa dimensão e alcance, especialmente se envolvem stories, reels e publicações conjuntas. Em campanhas mensais com 3 a 4 marcas, o rendimento mensal poderia variar entre 1.000€ e 3.000€.
Se o desvio de pagamentos ocorreu durante, por exemplo, um período de 6 meses (como sugerido por ela), o montante perdido pode situar-se entre 6.000€ e 18.000€, ou até mais, se incluirmos acordos de longo prazo ou com marcas internacionais.
Além da perda direta em dinheiro, há também prejuízos indiretos:
- Quebra de confiança com marcas, que pensavam estar a trabalhar com Bernardina, mas não recebiam retorno adequado;
- Perda de reputação, caso as campanhas tenham sido publicadas de forma desorganizada ou sem o envolvimento dela;
- Desvalorização da presença digital, com a queda de interações e credibilidade junto do público.
Num cenário conservador, o impacto financeiro total poderá ultrapassar os 20 mil euros — um valor significativo, especialmente considerando as dificuldades económicas pessoais que a própria Bernardina já relatou em público.
Este caso ilustra como a gestão ineficiente dos canais digitais pode afetar gravemente o rendimento de um criador de conteúdo. A proteção dos ativos digitais — contas, contratos, pagamentos e acesso — deve ser prioridade, tal como em qualquer outro negócio.
